Não existe um padrão dietético para pacientes com Crohn, mas
alguns parâmetros nutricionais podem auxiliar os pacientes a evitar erros na
dieta. Doces e frutas em compota com alto grau de açúcar exacerbam a atividade
da doença em muitas pessoas. Pão branco, pão de forma e comidas altamente
condimentadas não fazem parte da dieta para pacientes com doença de Crohn e
deveriam ser substituídos por alimentos com alta quantidade de fibras.
Importantes fontes de fibra podem ser encontradas em pão integral e em muitos
tipos vegetais. As fibras vegetais auxiliam as funções intestinais.
Entretanto, nos casos de constrição intestinal (redução da
luz intestinal ou estenose); uma dieta pobre em fibras deve ser seguida.
Tanto médico como paciente precisam estar atentos à
possibilidade de má nutrição, que pode ocorrer no ataques inflamatórios ou
mesmo no curso crônico da doença.
Uma deficiência protéica pode ocorrer:
- Na presença de dieta desbalanceada ou quando o paciente se recusa a se alimentar por causa do medo da dor.
- Segmentos inflamados do intestino falham na absorção adequada de nutrientes.
- Secreções inflamatórias com alta quantidade protéica são excretadas através do intestino.
- Aumento da excreção protéica por envolvimento renal.
Uma deficiência de ferro ocorre como resultado de perda
sangüínea severa. Entretanto, mesmo na fase crônica da doença pode ocorrer
distúrbio na utilização do ferro. Ele é um elemento muito importante na
formação do sangue e no transporte de oxigênio. Por essa razão a dosagem
regular e anual de ferro no sangue são necessários.
Por causa da perda de fluídos propiciados pela diarréia,
distúrbios do metabolismo de água eletrólitos podem ocorrer. Estas perdas devem
ser repostas pela dieta e por líquidos contendo eletrólitos.
Outros oligo elementos, como magnésio, cobre, selênio e
zinco, tem um papel importante na função de vários órgãos.
Perdas dessas substâncias podem ser detectadas em "chek
– up" de rotina e devem ser acompanhadas por medicamentos.
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