Infecções Respiratórias Agudas
A magnitude do problema das Infecções Respiratórias
Agudas é bem conhecida. Hoje torna uma das principais causas de internações nos
hospitais em crianças menores de 5 anos A interação entre desnutrição e
infecção há muito é conhecida.
Mais especificamente, a deficiência de vitamina A aumenta a frequência e a gravidade das infecções respiratórias em
crianças e sua carência reduz a produção de muco, de forma que as bactérias tendem a aderir as vias
respiratórias com maior facilidade.
Os mecanismos pelos quais as infecções podem prejudicar o
estado nutricional das crianças incluem:
·
Consumo reduzido de alimentos e água devido a
anorexia, vômitos e a própria dificuldade de aquisição do alimento;
·
Aumento da perda de água e nutrientes;
·
Aumento das necessidades energéticas devido a
presença de febre.
Dicas nutricionais
1. Hidratação
adequada para fluidificar muco, repor líquidos perdidos pela febre e evitar inapetência
causada pela desidratação;
2. Utilizar
soro fisiológico nasal antes das refeições, para facilitar a aceitação
alimentar, e antes de dormir.
3. Aumentar
a frequência da alimentação;
4. A consistência
líquida ou pastosa dos alimentos é mais
bem aceita que a sólida e apresenta menor possibilidade de causar vômitos;
5. Concentrar
as refeições para aumentar o aporte energético em pequenos volumes;
6. Aumentar
a densidade energética e o fracionamento da dieta na fase de convalescença. A criança
deverá voltar à dieta normal com o aumento do teor energético, que pode ser
obtido com a inclusão de mais uma refeição por dia.
Atenção: convalescença é
caracterizado pelo retorno do apetite e aumento dos requerimentos nutricionais
para permitir que a criança volte ao seu crescimento normal e refaça suas
reservas nutricionais.
Referencia
LACERDA, Elisa Maria de
Aquino. Infecções Respiratórias Agudas. Cap.18. práticas de Nutrição
Pediátrica. Ed. Atheneu, 2006, São Paulo.
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