Selênio: o selênio teve atenção despertada pela descoberta de um potente e
metabolicamente ativo constituinte do composto denominado “fator 3”, que foi
observado como protegendo o fígado contra a inflamação gordurosa e necrose. A
ação do selênio parece estar relacionada com a vitamina E, com as duas
substâncias agindo sinergicamente na cura da doença hepática e de certas
afecções musculares produzidas experimentalmente.
Função: impede lesões ocasionadas
pelos peróxidos oriundos da oxidação dos lipídios, parecendo agir como um
co-fator em sistemas enzimáticos relacionados com a oxidação celular.
Metabolismo: a absorção do selênio ocorre
no segmento superior do intestino delgado, é mais eficiente sob condições de
deficiência.
Excreção: o aumento da ingestão de selênio resulta em excreção aumentada na urina.
Hiper: os sinais de toxicidade, conhecidos como selenose, incluem alterações
cutâneas e das unhas, cárie dental e anormalidades neurológicas.
Hipo: a deficiência de selênio é rara em populações de todo o mundo. A
deficiência só foi relatada em regiões da China: a doença de Keshan, forma de
miocardiopatia que afeta principalmente crianças e mulheres. Outra doença, a
Doença de Kashin-Beck, é comum em pré-adolescentes e adolescentes. Inicialmente
envolve rigidez simétrica, inchaço e freqüentemente dor nas articulações
interfalangianas dos dedos das mãos, seguida de osteoartrite generalizada, na
qual cotovelos, joelhos e tornozelos também são acometidos. Estas duas doenças
ocorrem em regiões onde o teor de selênio no solo é muito baixo. Ingestões
deficientes de selênio também podem contribuir para a carcinogênese.
Fontes: a concentração de selênio nos alimentos vegetais depende do teor de
selênio do solo e água onde foram cultivados. As principais fontes são:
castanhas do Pará, frutos do mar, rins, fígado, carne vermelha e aves; frutas e
vegetais são pobres em teor de selênio.
Recomendações: 55 µg/dia para homens, mulheres e adolescentes (de 14-18 anos), 20-30µg/dia
para crianças e 15-20µg/dia para bebês. Durante a gravidez é 60 µg/dia e
lactação, µg/dia.
Curiosidades: a
importância do selênio em nutrição humana foi mostrada em 1979, quando
cientistas chineses relataram que a suplementação de selênio prevenia o
desenvolvimento de um miocardiopatia conhecido como doença de Keshan em
crianças.
Bibliografia
1. DUTRA
DE OLIVEIRA, José Eduardo; MARCHINI, J. Sérgio. Ciências Nutricionais.
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3. FRANCO,
Guilherme. Tabela de composição química dos alimentos. 9. ed. São Paulo:
Atheneu, 2004. 307 p.
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Kathleen; ESCOTT-STUMP, Sylvia. Alimentos, nutrição &
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5. SHILS, Maurice E.
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de nutrição moderna na saúde e na doença. 9.ed. Trad. FAVANO,
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