sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Mineral: Selênio

Selênio: o selênio teve atenção despertada pela descoberta de um potente e metabolicamente ativo constituinte do composto denominado “fator 3”, que foi observado como protegendo o fígado contra a inflamação gordurosa e necrose. A ação do selênio parece estar relacionada com a vitamina E, com as duas substâncias agindo sinergicamente na cura da doença hepática e de certas afecções musculares produzidas experimentalmente.
Função: impede lesões ocasionadas pelos peróxidos oriundos da oxidação dos lipídios, parecendo agir como um co-fator em sistemas enzimáticos relacionados com a oxidação celular.
Metabolismo: a absorção do selênio ocorre no segmento superior do intestino delgado, é mais eficiente sob condições de deficiência.
Excreção: o aumento da ingestão de selênio resulta em excreção aumentada na urina.
Hiper: os sinais de toxicidade, conhecidos como selenose, incluem alterações cutâneas e das unhas, cárie dental e anormalidades neurológicas.
Hipo: a deficiência de selênio é rara em populações de todo o mundo. A deficiência só foi relatada em regiões da China: a doença de Keshan, forma de miocardiopatia que afeta principalmente crianças e mulheres. Outra doença, a Doença de Kashin-Beck, é comum em pré-adolescentes e adolescentes. Inicialmente envolve rigidez simétrica, inchaço e freqüentemente dor nas articulações interfalangianas dos dedos das mãos, seguida de osteoartrite generalizada, na qual cotovelos, joelhos e tornozelos também são acometidos. Estas duas doenças ocorrem em regiões onde o teor de selênio no solo é muito baixo. Ingestões deficientes de selênio também podem contribuir para a carcinogênese.
Fontes: a concentração de selênio nos alimentos vegetais depende do teor de selênio do solo e água onde foram cultivados. As principais fontes são: castanhas do Pará, frutos do mar, rins, fígado, carne vermelha e aves; frutas e vegetais são pobres em teor de selênio.
Recomendações: 55 µg/dia para homens, mulheres e adolescentes (de 14-18 anos), 20-30µg/dia para crianças e 15-20µg/dia para bebês. Durante a gravidez é 60 µg/dia e lactação, µg/dia.
Curiosidades: a importância do selênio em nutrição humana foi mostrada em 1979, quando cientistas chineses relataram que a suplementação de selênio prevenia o desenvolvimento de um miocardiopatia conhecido como doença de Keshan em crianças.

Bibliografia

1.      DUTRA DE OLIVEIRA, José Eduardo; MARCHINI, J. Sérgio. Ciências Nutricionais. São Paulo:
2.      NETO, Faustino Teixeira. Nutrição Clínica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 2003.
3.      FRANCO, Guilherme. Tabela de composição química dos alimentos. 9. ed. São Paulo: Atheneu, 2004. 307 p.
4.      MAHAN, L. Kathleen; ESCOTT-STUMP, Sylvia. Alimentos, nutrição & dietoterapia. 11. ed. São Paulo: Roca, 2005. Tradução de: Krause's food, nutrition & diet therapy.

5.      SHILS, Maurice E. et al. Tratado de nutrição moderna na saúde e na doença. 9.ed. Trad. FAVANO, Alessandra et al. São Paulo: Manole, 2003.

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