Flúor: é um elemento natural encontrado em quase toda água potável e solos,
apesar do teor de flúor variar muito em todo mundo. Apesar de não ser
considerado um elemento essencial, sabe-se que esse ânion é importante para a
saúde dos ossos e dentes.
Função: tem efeito benéfico no esmalte dos dentes, conferindo-lhe resistência
máxima à cárie dental, e possivelmente para a hidroxipatita esquelética. Também
atua como agente bacteriano na cavidade oral, servindo como inibidor
enzimático. O flúor não possui necessidade conhecida nas vias metabólicas (Mahan,
2005).
Metabolismo: a
maior parte do flúor absorvido no trato gastrintestinal. A rapidez da absorção
completa ocorre em noventa minutos e confirma que uma parte importante do
fluoreto ingerido é absorvida do estômago também ocorre absorção em todo o
intestino delgado.
Excreção: a
excreção ocorre nas fezes, cerca de 20% do total ingerido.
Hiper: a toxicidade resulta em descoloração dos dentes ou manchas claras, que
não são normalmente visíveis e não têm efeito adverso, exceto em termos
estéticos. Porém, ingestões maiores provocam lascas nos dentes e efeitos
dentais mais graves.
Hipo: como não há funções metabólicas conhecidas para o flúor, não pode haver
uma deficiência verdadeira que resulte em doença.
Fontes: as maiores fontes de flúor são a água potável e os alimentos processados
que foram preparados ou reconstituídos com água fluoretada. Os frutos do mar
também são ricos em flúor, porém o teor do peixe de água doce é menor que
aquele no peixe de água salgada. A recomendação padrão é 1ppm nos suprimentos
de água fluoretada da comunidade. Apesar dos fluoretos serem encontrados em
frutas e outros vegetais, as quantidades, na maioria dos alimentos, com exceção
dos frutos do mar e chá, não são significantes.
Recomendações: para o sexo masculino, 4mg/dia e para o sexo feminino, 3mg/dia.
Dependendo da idade, as recomendações para crianças e adolescentes variam de
2-3mg/dia, e de 0,7 a 1mg/dia para crianças pequenas, entre 1 e 8 anos.
Curiosidades: os alimentos cozidos em panela de Teflon (um polímero que contém flúor)
podem aumentar a ingestão de flúor, apesar de não haver dados científicos
sbstanciais para apoiar esse fato.
Bibliografia
1. DUTRA
DE OLIVEIRA, José Eduardo; MARCHINI, J. Sérgio. Ciências Nutricionais.
São Paulo:
2. NETO,
Faustino Teixeira. Nutrição Clínica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan
S.A., 2003.
3. FRANCO,
Guilherme. Tabela de composição química dos alimentos. 9. ed. São Paulo:
Atheneu, 2004. 307 p.
4. MAHAN, L.
Kathleen; ESCOTT-STUMP, Sylvia. Alimentos, nutrição &
dietoterapia. 11. ed. São Paulo: Roca, 2005. Tradução de: Krause's
food, nutrition & diet therapy.
5. SHILS, Maurice E.
et al. Tratado
de nutrição moderna na saúde e na doença. 9.ed. Trad. FAVANO,
Alessandra et al. São Paulo: Manole,
2003.
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