terça-feira, 20 de agosto de 2013

Você Sabia que uma pessoa não vegetariana tem maior absorção de zinco em relação ao vegetariano

A interação do zinco com outros nutrientes pode aumentar ou diminuir sua absorção, assim como a eliminação da carne em dietas vegetarianas e o aumento da ingestão do conteúdo de fitatos de leguminosas e grãos integrais. A absorção do zinco é mais baixa em dietas vegetarianas do que em dietas onívoras.
O zinco é encontrado nos alimentos de origem animal e vegetal.  No organismo humano há maior teor que os outros elementos-traço, só perdendo para o ferro. São encontradas de 1,3 a 2,5g de zinco no organismo de um adulto, com maiores concentrações no fígado, pâncreas, rins, ossos e músculos voluntários, além de ser encontrado também em várias partes dos olhos, glândula prostática, espermatozóides, pele, cabelo, unhas e secreção das glândulas endócrinas.  É constituinte de muitas enzimas (mais de 200), participando de mais reações enzimáticas que qualquer outro mineral. Também é necessário para a ação de vários hormônios, entre eles a insulina, o hormônio do crescimento (GH) e hormônios sexuais. Dieta rica em proteína promove a absorção do zinco, quando absorvido é levado para o fígado para ser distribuído e em seguida para outros tecidos. A quantidade de zinco absorvido da alimentação constitui a principal forma de seu controle corporal. Ele é absorvido ao longo do todo o intestino delgado, em particular no jejuno.
 As fibras ou fitatos diminuem a absorção de zinco. O cobre e o cádmio competem pela proteína carreadora. Altas quantidades de ferro e cálcio podem interferir negativamente na absorção do zinco, sendo que o inverso também é verdadeiro, ou seja, tanto altas quantidades de cálcio e ferro podem interferir na absorção do zinco, como o zinco pode interferir na absorção do cálcio e ferro. Também o ácido fólico pode reduzir a absorção quando a ingestão de zinco é pequena.
As fontes alimentares de zinco são as carnes bovinas, de frango e peixe, camarão, ostras, fígado, grãos integrais, castanhas, cereais, legumes e tubérculos. Frutas, hortaliças e outros vegetais em geral são fontes pobres em zinco.
Deficiência
Pode ser causada por decréscimos na ingestão; alterações na digestão, absorção, utilização; aumento da excreção do mesmo. Alguns sinais e sintomas de deficiência de zinco são infecções freqüentes e/ou severas; distúrbios de sono e de comportamento; dificuldade de cicatrização; doenças psiquiátricas; doença inflamatória do intestino; síndrome metabólica; intolerância à glicose; síndrome de má absorção; diminuição do apetite/ anorexia; crescimento retardado; perda de paladar e olfato; maturação sexual retardada; hipertrofia prostática; decréscimo da visão noturna; impotência/ infertilidade; desordens dermatológicas (acnes, espinhas); alteração de menstruação; caspas e queda de cabelo; manchas brancas nas unhas; favorece o abuso do álcool; doença do tecido conectivo; artrite reumatóide; feridas na boca, língua branca e mau hálito; exaustão adrenal; letargia; osteoporose (deficiência de zinco pode significar uma queda de 45% na massa óssea).
Recomendação: Homens - 11mg-dia; mulheres - 8mg/dia; Gestantes - 11mg/dia e lactantes - 12mg/dia, (Fonte: Institute of Medicine / Food Nutririon Board, 2000).
Referência
HUNT, J. R. Bioavailability of iron, zinc, and other trace minerals form vegerarian diets. The American Journal of Clinical Nutrition, 2003; 78 suppl: 633S-9S. Disponível em: <http://www.ajcn.org>


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